O Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005 ficou marcado como um dos eventos mais polêmicos da história da Fórmula 1, ocorrido no circuito de Indianápolis. O problema crítico com os pneus Michelin levou apenas seis carros a participarem da corrida, resultando em consequências de longo prazo para a categoria.
Tudo começou com os desafios enfrentados por Ricardo Zonta, da Toyota, e um acidente de Ralf Schumacher, também da Toyota, ambos relacionados ao pneu traseiro esquerdo. O reasfaltamento recente de Indianápolis gerou sulcos prejudiciais aos pneus Michelin, utilizados por diversas equipes.
A Michelin comunicou à FIA sobre a impossibilidade de assegurar a segurança dos pneus. Várias soluções foram sugeridas, como a inserção de uma chicane para diminuir a velocidade dos carros, porém sem consenso. A discordância da Ferrari, que usava pneus Bridgestone e não enfrentava o mesmo problema, impediu alterações no circuito. Assim, as equipes com Michelin optaram por não competir, deixando apenas as equipes com Bridgestone no grid.
O episódio em Indianápolis teve repercussões negativas para a imagem da Fórmula 1 nos EUA. Os fãs protestaram abandonando o circuito, e a corrida foi marcada por tumultos, como arremesso de objetos na pista. A FIA e a Michelin foram duramente criticadas, afetando a relação da categoria com o mercado norte-americano. O contrato com Indianápolis não foi renovado, e a Fórmula 1 só retornou aos EUA em 2012, em Austin.
O incidente de 2005 também influenciou o fornecimento de pneus na Fórmula 1. A Michelin compensou os fãs, oferecendo ingressos para a corrida seguinte, mas a FIA optou por um único fornecedor de pneus a partir de 2008, pondo fim à competição entre fornecedores e levando à saída da Michelin em 2006.
O GP dos EUA de 2005 alertou a Fórmula 1 sobre a segurança e a gestão de crises. Políticas e estratégias foram revistas para evitar situações similares, enfatizando a necessidade de comunicação eficiente entre equipes, fornecedores e organizadores para preservar a integridade das corridas e a segurança dos pilotos.